50 anos, hoje

Neste mês serei homenageado pelos 50 anos como jornalista.

Gozado que há meio século, sem computador, eram parte do processo jornalístico máquina de escrever, papel carbono, mimeógrafo e laudas. Lembro que meu primeiro roteiro de TV teve cópias feitas por um mimeógrafo.

Para minha surpresa, ao receber o convite para a festa dos meus 50 anos de profissão, descubro que ele foi feito em uma gráfica tipográfica, exatamente como as peças eram produzidas há 5 décadas.

O tempo passa mas o que é bom permanece.

Fernando Calmon
Jornalista Automotivo

A nova Bossa

“A beleza salvará o mundo”

Dostoievski, Fiodor

Todo dia é dia

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Do papel para o tempo

Era 1982 e o pequeno grupo de calouros da Escola de Comunicação e Artes recebeu a incumbência de produzir um cartaz com impressão a quente. Maravilhado, eu olhava aquelas velhas máquinas, que já pareciam saídas de um museu, mas representavam a imprensa – com seu velho charme e sua história, transformadora do mundo. Havia lá uma veneranda linotipo, que miraculosamente funcionava, e algumas chapas desfalcadas de muitas letras, aquelas peças de chumbo que se monta uma a uma como grandes carimbos. Para minha surpresa, há pouco tempo, vi uma outra linotipo restaurada como nova, assim como outras máquinas antigas perfeitamente funcionais, na charmosa e miraculosa oficina de impressão do Marco Cançado, nas Perdizes. Há ainda uma certa aura nas coisas feitas à maneira antiga. Marco fez para mim alguns cartões de visita, e eles me lembram o tempo em que tudo dava mais trabalho, mas saía de um jeito incomparável, porque com um trabalho e um cuidado que dava o valor do artesão a tudo o que se fazia. Um simples cartaz era uma forma de arte: um valor cada vez maior nestes tempos de imediatismo virtual, em que tudo tem de surgir num piscar de olhos, ou ao clique de um botão. Essas máquinas me lembram que o tempo nos dá rugas, cria calos, produz lembranças. E essa história que a gente carrega, com o jeito de fazer, o dedo sujo de tinta, a nossa impressão, que de nós vai ao papel e do papel sai para o tempo, é que faz tudo valer a pena.

Thales Guaracy
Writer